sexta-feira, 17 de agosto de 2007

O abismo, incipiente, mas abismo...

Caminhar, lento, pausado, ir embora, aprender a voltar, aprender a voltar sem ficar, olhando pro lado, olhando pro outro lado, perceber, ouvir, escutar, observar, observar de novo, concluir, afirmar, voltar atrás, tentar de novo, agradecer, gritar, se calar....
Se calar...
Se calar...
Se calar...
Tropeçar, como sempre, e...
C A I R
C A I R
C A I R
Olhando dentro dos olhos do abismo que sempre esteve dentro da carcaça levada tão a sério. O abismo cheio de hematomas. Que não se curam tão facilmente quanto os externos. Durante a queda, gritam os fantasmas, gritam as teorias, gritam as opiniões sobre as teorias alheias, gritam as teorias próprias, grita a negação disso tudo.
Os sentimentos ficam espalhados ao redor, na forma de sua representação em palavras. As palavras representando sentimentos, assim como na vida real. Como se os sentimentos fossem apenas letras agrupadas. E esses grupos de letras se esticam e se distorcem como que negando a finalidade a que foram destinados.
Os gritos de dentro são tão altos que impedem que seja produzido algum som externo.
O abismo é a dúvida, da vontade que ainda não soube se fazer querer, pela exclusiva culpa de quem a possui. Culpa assumida. Abismo necessário. Intrínseco, individual e imutável na essência.
A queda livre retorna agora à tona, como meu sonho do passado, que vai começar a tomar forma. Criatividade muda aprendendo a balbuciar.

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Top Ipod: (Come on) Let's Go! - Smashing Pumpkins



Um comentário:

Claudio disse...

Qualquer tipo de comentário seriam apenas letras agrupadas, logo não condizendo com o brilhantismo da idéia

Sem mais...

Claudio

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